Censo participativo e mapeamento territorial
Entidad socia / Structure partenaire / Entidade parceira
Instituto de Economía, Geografía y Demografía / Consejo Superior de Investigaciones Científicas
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Censo participativo e mapeamento territorial
Subtítulo - Sous-titre - Subtítulo
Primeiros passos, respostas das iniciativas e dificuldades
Fecha de publicación / Date de publication / Data de publicação
04.04.2026
Texto del artículo / Texte de l'article / Texto do artigo
Em muitos locais do sul da Europa está a acontecer algo interessante. Em antigas quintas, em pequenas aldeias, em cooperativas rurais, em espaços partilhados de transformação alimentar ou em hortas comunitárias, estão a surgir projetos que combinam agricultura, inovação social, aprendizagem e vida em comunidade. São iniciativas que não se enquadram totalmente nas categorias tradicionais: não são apenas explorações agrícolas, nem apenas centros sociais, nem simples espaços de formação. São lugares híbridos, vivos, onde produzir alimentos significa também produzir comunidade. Para começar a compreender melhor esta realidade emergente, o projeto Interreg Sudoe ATLAS lançou uma nova iniciativa: um recenseamento participativo de terceiros lugares agroalimentares. Com ele, convidam-se todas as iniciativas sociais ligadas à agroecologia e à alimentação sustentável a darem-se a conhecer e a fazerem parte de um mapa comum de experiências.
A ideia é simples, mas ambiciosa. Em muitos territórios, estas iniciativas existem, funcionam e geram impacto local, mas muitas vezes fazem-no de forma dispersa, sem saber que noutras regiões existem projetos muito semelhantes a enfrentar os mesmos desafios.
O recenseamento visa precisamente dar visibilidade a essa rede que já existe, embora nem sempre
tenha consciência de si própria. Um dos principais objetivos do projeto ATLAS é identificar e cartografar estas iniciativas para elaborar a primeira tipologia transnacional de «terceiros lugares» agroalimentares. Este trabalho permitirá compreender melhor as formas que estes espaços assumem, como se organizam e que papel desempenham na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis. Além disso, este conhecimento pode servir de base para orientar futuras políticas públicas e programas de apoio que ajudem estes projetos a nascer, crescer e consolidar-se.
Mas o censo não é apenas uma ferramenta de investigação. Também pode tornar-se uma oportunidade para as próprias iniciativas participantes. Ao registar-se, cada projeto pode dar-se a conhecer para além do seu ambiente imediato, estabelecer ligações com experiências semelhantes e descobrir que faz parte de um movimento muito mais amplo de inovação territorial.
O questionário recolhe informações básicas — como a localização, a forma jurídica, os dados de contacto ou o site —, mas também coloca questões que ajudam a compreender melhor a vida interna destes espaços: quais os objetivos que perseguem, quais os desafios sociais que tentam abordar, quais as atividades que desenvolvem ou como se organizam as formas de participação no âmbito do projeto.
As primeiras respostas ao inquérito já revelam um panorama promissor. Em todos os países que participam no projeto, a iniciativa foi recebida de forma positiva. Ao mesmo tempo, começam a surgir algumas diferenças interessantes entre os territórios.
Em França, por exemplo, o conceito de terceiro lugar está muito mais difundido. Há anos que existem políticas públicas e programas específicos que promovem estes espaços, o que faz com que muitas iniciativas se identifiquem com este modelo e participem ativamente em redes e processos de mapeamento.
Em Espanha e Portugal, por outro lado, a situação é diferente. O termo «terceiro lugar» ainda é pouco conhecido e as políticas públicas que apoiam este tipo de projetos são escassas ou praticamente inexistentes. Além disso, muitas iniciativas funcionam com recursos muito limitados: equipas pequenas, estruturas frágeis e pouco tempo disponível para dedicar a processos de visibilidade ou divulgação.
E, no entanto, precisamente por isso, o censo pode desempenhar um papel especialmente importante. Cada nova iniciativa identificada ajuda a traçar um mapa mais completo da inovação social ligada à agroecologia e à alimentação sustentável no espaço Sudoe.
Mais do que um simples registo, este recenseamento é o início de algo maior: uma forma de reconhecer que, em muitos locais, já estão a surgir espaços onde a produção de alimentos significa também fortalecer as comunidades, partilhar conhecimentos e abrir novas oportunidades para os territórios. Um mapa que não só descreve o que existe, mas também ajuda a imaginar o que ainda pode crescer.
A ideia é simples, mas ambiciosa. Em muitos territórios, estas iniciativas existem, funcionam e geram impacto local, mas muitas vezes fazem-no de forma dispersa, sem saber que noutras regiões existem projetos muito semelhantes a enfrentar os mesmos desafios.
O recenseamento visa precisamente dar visibilidade a essa rede que já existe, embora nem sempre
tenha consciência de si própria. Um dos principais objetivos do projeto ATLAS é identificar e cartografar estas iniciativas para elaborar a primeira tipologia transnacional de «terceiros lugares» agroalimentares. Este trabalho permitirá compreender melhor as formas que estes espaços assumem, como se organizam e que papel desempenham na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis. Além disso, este conhecimento pode servir de base para orientar futuras políticas públicas e programas de apoio que ajudem estes projetos a nascer, crescer e consolidar-se.
Mas o censo não é apenas uma ferramenta de investigação. Também pode tornar-se uma oportunidade para as próprias iniciativas participantes. Ao registar-se, cada projeto pode dar-se a conhecer para além do seu ambiente imediato, estabelecer ligações com experiências semelhantes e descobrir que faz parte de um movimento muito mais amplo de inovação territorial.
O questionário recolhe informações básicas — como a localização, a forma jurídica, os dados de contacto ou o site —, mas também coloca questões que ajudam a compreender melhor a vida interna destes espaços: quais os objetivos que perseguem, quais os desafios sociais que tentam abordar, quais as atividades que desenvolvem ou como se organizam as formas de participação no âmbito do projeto.
As primeiras respostas ao inquérito já revelam um panorama promissor. Em todos os países que participam no projeto, a iniciativa foi recebida de forma positiva. Ao mesmo tempo, começam a surgir algumas diferenças interessantes entre os territórios.
Em França, por exemplo, o conceito de terceiro lugar está muito mais difundido. Há anos que existem políticas públicas e programas específicos que promovem estes espaços, o que faz com que muitas iniciativas se identifiquem com este modelo e participem ativamente em redes e processos de mapeamento.
Em Espanha e Portugal, por outro lado, a situação é diferente. O termo «terceiro lugar» ainda é pouco conhecido e as políticas públicas que apoiam este tipo de projetos são escassas ou praticamente inexistentes. Além disso, muitas iniciativas funcionam com recursos muito limitados: equipas pequenas, estruturas frágeis e pouco tempo disponível para dedicar a processos de visibilidade ou divulgação.
E, no entanto, precisamente por isso, o censo pode desempenhar um papel especialmente importante. Cada nova iniciativa identificada ajuda a traçar um mapa mais completo da inovação social ligada à agroecologia e à alimentação sustentável no espaço Sudoe.
Mais do que um simples registo, este recenseamento é o início de algo maior: uma forma de reconhecer que, em muitos locais, já estão a surgir espaços onde a produção de alimentos significa também fortalecer as comunidades, partilhar conhecimentos e abrir novas oportunidades para os territórios. Um mapa que não só descreve o que existe, mas também ajuda a imaginar o que ainda pode crescer.
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Fundación Repoblación
Características / Caractéristiques / Características
Idioma - Langue - Lingua
- Português
Grupo de tarea a la que se refere el artículo / Groupe de tâche auquel se réfère l'article / Grupo de tarefas ao qual o artigo se refere
GT1 Estado del arte / Etat de l'art / Estado da arte
Temática / Thématique / Tema
Censo participativo de los terceros lugares agroalimentarios / Recensement participatif des tiers-lieux agroalimentaires / Recenseamento participativo dos terceiros lugares agroalimentares