Definição dos critérios dos terceiros lugares agroalimentares I
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Fundación para la Repoblación Sostenible
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Definição dos critérios dos terceiros lugares agroalimentares I
Subtítulo - Sous-titre - Subtítulo
Um conceito comum, realidades diversas
Fecha de publicación / Date de publication / Data de publicação
09.03.2026
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De certeza que já ouviste falar das hortas urbanas, das cooperativas de consumo ou daqueles mercados de produtores de que tanto gostamos. Mas e se existisse um conceito que os reunisse a todos sob o mesmo teto? Estamos a falar dos «terceiros lugares agroalimentares», espaços que se estão a tornar verdadeiros motores de mudança social.
Talvez o termo não te seja familiar, mas os seus pilares básicos vão-te parecer muito conhecidos. O projeto europeu SUDOE «ATLAS» quis clarificar e definir o que faz com que um espaço seja considerado um «terceiro lugar agroalimentar».
Os 8 mandamentos de um terceiro lugar agroalimentar
Imagina um lugar que não é a tua casa (o primeiro lugar) nem o teu escritório (o segundo). Trata-se de um projeto coletivo num espaço partilhado que se reconhece através dos seguintes critérios:
1. Com vontade de mudar o mundo, transformando o território.
2. Com uma sede física, mesmo que seja de uso temporário.
3. Aberto a todos: não importa quem és. A diversidade é a chave.
4. Os utilizadores não são meros clientes, participam nas decisões e na vida do local.
5. Aprender fazendo: aprende-se a cultivar, cozinhar ou transformar, não numa sala de aula, mas com as mãos na massa.
6. Dar e receber: coexistem atividades que visam o benefício económico com outras puramente sociais ou voluntárias.
7. Enraizado no território: Está ligado ao tecido social, produtivo e cultural do seu entorno.
8. Tudo o que ali se move gira em torno da agroecologia e da alimentação saudável.
Não se trata de um rótulo nem de qualquer tipo de certificação, mas sim de um processo. Mas, atenção! O critério 6 é o que nos salva (ou nos afunda)
No papel, todos os critérios são importantes. Mas em Espanha, o número 6 é o verdadeiro cerne da questão. E há uma explicação muito simples para isso.
No nosso país, as iniciativas cidadãs são extremamente poderosas. As pessoas mobilizam-se, criam comunidade e dedicam horas de voluntariado com uma generosidade infinita. Mas isso, por si só, não paga as contas. As atividades não comerciais (oficinas, jornadas, trocas) florescem naturalmente quando o projeto entusiasma. O problema é que, se não houver uma base económica estável por trás, esse entusiasmo esvai-se em poucos anos.
Precisamos de uma atividade regular que gere receitas. E não, não se trata de comercializar tudo. Trata-se de valorizar o trabalho, por mais vocacional que seja. O voluntariado é maravilhoso, mas não se pode pedir ao núcleo duro do projeto que invista dinheiro, tempo e entusiasmo durante anos sem uma perspetiva de sustentabilidade. É a receita perfeita para o esgotamento.
Além disso, os apoios públicos são um quebra-cabeças. Não existe uma linha específica para «terceiros lugares». Dependendo da forma jurídica (associação, cooperativa...), solicitam-se subsídios diferentes, muitas vezes concebidos para grandes investimentos ou eventos pontuais, mas não para pagar a luz todos os meses ou a renda do espaço. Um verdadeiro drama para a estabilidade destes espaços.
Talvez o termo não te seja familiar, mas os seus pilares básicos vão-te parecer muito conhecidos. O projeto europeu SUDOE «ATLAS» quis clarificar e definir o que faz com que um espaço seja considerado um «terceiro lugar agroalimentar».
Os 8 mandamentos de um terceiro lugar agroalimentar
Imagina um lugar que não é a tua casa (o primeiro lugar) nem o teu escritório (o segundo). Trata-se de um projeto coletivo num espaço partilhado que se reconhece através dos seguintes critérios:
1. Com vontade de mudar o mundo, transformando o território.
2. Com uma sede física, mesmo que seja de uso temporário.
3. Aberto a todos: não importa quem és. A diversidade é a chave.
4. Os utilizadores não são meros clientes, participam nas decisões e na vida do local.
5. Aprender fazendo: aprende-se a cultivar, cozinhar ou transformar, não numa sala de aula, mas com as mãos na massa.
6. Dar e receber: coexistem atividades que visam o benefício económico com outras puramente sociais ou voluntárias.
7. Enraizado no território: Está ligado ao tecido social, produtivo e cultural do seu entorno.
8. Tudo o que ali se move gira em torno da agroecologia e da alimentação saudável.
Não se trata de um rótulo nem de qualquer tipo de certificação, mas sim de um processo. Mas, atenção! O critério 6 é o que nos salva (ou nos afunda)
No papel, todos os critérios são importantes. Mas em Espanha, o número 6 é o verdadeiro cerne da questão. E há uma explicação muito simples para isso.
No nosso país, as iniciativas cidadãs são extremamente poderosas. As pessoas mobilizam-se, criam comunidade e dedicam horas de voluntariado com uma generosidade infinita. Mas isso, por si só, não paga as contas. As atividades não comerciais (oficinas, jornadas, trocas) florescem naturalmente quando o projeto entusiasma. O problema é que, se não houver uma base económica estável por trás, esse entusiasmo esvai-se em poucos anos.
Precisamos de uma atividade regular que gere receitas. E não, não se trata de comercializar tudo. Trata-se de valorizar o trabalho, por mais vocacional que seja. O voluntariado é maravilhoso, mas não se pode pedir ao núcleo duro do projeto que invista dinheiro, tempo e entusiasmo durante anos sem uma perspetiva de sustentabilidade. É a receita perfeita para o esgotamento.
Além disso, os apoios públicos são um quebra-cabeças. Não existe uma linha específica para «terceiros lugares». Dependendo da forma jurídica (associação, cooperativa...), solicitam-se subsídios diferentes, muitas vezes concebidos para grandes investimentos ou eventos pontuais, mas não para pagar a luz todos os meses ou a renda do espaço. Um verdadeiro drama para a estabilidade destes espaços.
Características / Caractéristiques / Características
Idioma - Langue - Lingua
- Português
Grupo de tarea a la que se refere el artículo / Groupe de tâche auquel se réfère l'article / Grupo de tarefas ao qual o artigo se refere
GT1 Estado del arte / Etat de l'art / Estado da arte
Temática / Thématique / Tema
Censo participativo de los terceros lugares agroalimentarios / Recensement participatif des tiers-lieux agroalimentaires / Recenseamento participativo dos terceiros lugares agroalimentares