Terceiros Lugares em Portugal
Entidad socia / Structure partenaire / Entidade parceira
Regenerativa Cooperativa Integral
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Terceiros Lugares em Portugal
Subtítulo - Sous-titre - Subtítulo
Terceiros lugares Agroalimentares
Fecha de publicación / Date de publication / Data de publicação
05.05.2026
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O conceito “Terceiros Lugares” é relativamente recente, tendo sido proposto em 1989 pelo sociólogo americano Ray Oldenburg. Este define “Primeiro Lugar” como a casa onde se vive. “Seguros lugares” são os locais de trabalho. Por sua vez, “terceiros lugares” são espaços que permitem a socialização, o desenvolvimento da vida comunitária e/ou de actividades económicas, o convívio, as trocas materiais e imateriais. São lugares abertos ao público, que servem necessidades práticas do quotidiano ou lúdicas. Para serem frequentados por diferentes grupos sociais, devem ser economicamente acessíveis, e podem envolver os próprios utilizadores nos processo de gestão e de decisão. Para se sustentarem economicamente e como serviço prestado à comunidade, normalmente contêm actividades económicas, mas pode também ser um equipamento ou infraestrutura colectiva cogerida e totalmente gratuita para os seus utentes.
Este conceito tem sido disseminado por vários países, tendo se popularizado na Europa especialmente na França. Apesar de ser um termo novo, ele refere-se a actividades que se fazer por todo o mundo, em diferentes culturas e contextos, com fins muito diversos. Em Portugal, seriam exemplos comuns de terceiro lugar, os lagares de azeite ou as adegas de vinho cooperativas, os fornos comunitários, os mercados de agricultores, as bibliotecas, as sociedades recreativas (desportivas, filarmónicas, etc.), espaços de cowork, cafés associativos ou cooperativos, entre muitos outros.
Os “terceiros lugares” para emergirem, como não são puramente formas organizativas com fins lucrativos, tendem a desenvolver-se onde há mais coesão social, confiança e entreajuda entre as pessoas, onde há necessidades partilhadas por segmentos da população e proximidade entre si por forma a desenvolverem soluções de cooperação para as questões que lhes são comuns. Por essa razão, contextos rurais e bairros urbanos onde as populações são estáveis ao longo dos tempos tendem a ser um palco para este tipo de experiências de forma mais consistente e heterogénea.
As profundas transformações demográficas e económicas das últimas décadas foram fazendo estes espaços desaparecer. O êxodo rural e expansão acelerada das metrópoles onde os elos de confiança são mais ténues e onde as pessoas conhecem-se menos entre si, especialmente devido à especulação imobiliária causada pelo turismo, processos de gentrificação e outros factores que deslocou as populações urbanas, enfraquencendo o tecido social dos bairros.
O projecto ATLAS tem como objectivo apoiar o reaparecimento de Terceiros Lugares com enfoque nos sector agroalimentar. A Regenerativa Cooperativa Integral, assim como a CIMBAL (Comunidade Intermunicipal do Alentejo) estão a desenvolver dois projectos piloto no âmbito deste projecto em Portugal.
Jorge Gonçalves
Regenerativa Cooperativa Integral
Porvir.pt
Este conceito tem sido disseminado por vários países, tendo se popularizado na Europa especialmente na França. Apesar de ser um termo novo, ele refere-se a actividades que se fazer por todo o mundo, em diferentes culturas e contextos, com fins muito diversos. Em Portugal, seriam exemplos comuns de terceiro lugar, os lagares de azeite ou as adegas de vinho cooperativas, os fornos comunitários, os mercados de agricultores, as bibliotecas, as sociedades recreativas (desportivas, filarmónicas, etc.), espaços de cowork, cafés associativos ou cooperativos, entre muitos outros.
Os “terceiros lugares” para emergirem, como não são puramente formas organizativas com fins lucrativos, tendem a desenvolver-se onde há mais coesão social, confiança e entreajuda entre as pessoas, onde há necessidades partilhadas por segmentos da população e proximidade entre si por forma a desenvolverem soluções de cooperação para as questões que lhes são comuns. Por essa razão, contextos rurais e bairros urbanos onde as populações são estáveis ao longo dos tempos tendem a ser um palco para este tipo de experiências de forma mais consistente e heterogénea.
As profundas transformações demográficas e económicas das últimas décadas foram fazendo estes espaços desaparecer. O êxodo rural e expansão acelerada das metrópoles onde os elos de confiança são mais ténues e onde as pessoas conhecem-se menos entre si, especialmente devido à especulação imobiliária causada pelo turismo, processos de gentrificação e outros factores que deslocou as populações urbanas, enfraquencendo o tecido social dos bairros.
O projecto ATLAS tem como objectivo apoiar o reaparecimento de Terceiros Lugares com enfoque nos sector agroalimentar. A Regenerativa Cooperativa Integral, assim como a CIMBAL (Comunidade Intermunicipal do Alentejo) estão a desenvolver dois projectos piloto no âmbito deste projecto em Portugal.
Jorge Gonçalves
Regenerativa Cooperativa Integral
Porvir.pt
Características / Caractéristiques / Características
Idioma - Langue - Lingua
- Português
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Otra / Autre / Outra